24 06 2010

SEJA BEM VINDO AO TRANSFORMADOR!

ANTES DE ENTRAR NESSE AMBIENTE DE ALTA TENSÃO CERTIFIQUE-SE DE ESTAR COM OS PÉS DESCALÇOS E MOLHADOS.





Sempre

9 09 2011

Digo perto de você o convite que sempre quis fazer, o problema é que sei que ele é impossível para você e para mim, e você também sabe disso e ficamos nos olhando por minutos, com os olhos brilhando, pensando na possibilidade de isso não poder acontecer, e fazendo injúrias secretas cada um para si mesmo contra o tempo, contra o passo que a vida deu até aquele momento em que nos fomos sem poder dizer tchau.
A gente sente tanto quanto antes, a gente anseia tanto como sempre, mas só podemos trocar lágrimas de saudade do que poderia ser, saudade daquilo que poderia acontecer, saudade de ter.
Nos aflora.
O momento é único e será.
Nós vamos embora olhando para trás olhando um para o outro estendendo as mãos para receber mais um abraço, para olhar mais uma vez o outro olho marejado e o sorriso encantado de eterna gratidão por ter amado.
Nos veremos ainda. Quantas vezes pudermos.





Um girassol no seu cabelo

3 09 2011

Horas a vida muda de dia pra noite como fosse minuto de conversa, um minuto onde tudo esvai. Um segundo depois nada mais se tem do que tinha antes: parceria, amor, alegrias.
Sobem na lua perguntas.
Sobem de baixo as respostas respostas de si mesmo sem verdade, ilusionadas no incerto.
Passam horas na vida, passam momentos na vida, passam pessoas na vida.
De repente presto o pouco da minha disponível atenção presente e, atento na letra pela primeira vez. O girassol, cor, vestido, bate saudade do que não aconteceu ainda, da pessoa que talvez não exista, de amor futuro.
E a letra se diz por si, como encantando a própria música, como encantando a letra a música, o girassol, o pedido, o vestido, a rosa, o pensamento nela, a letra no que há por vir que nem conheço mas que seja como a música. Repleta!





ÓCIO CRIATIVO (E CANSATIVO)

22 02 2011
Até a porta eu mudei, para que abrisse para o outro lado. Depois de toda essa trama de 4 horas percebi que a cama não ia caber e que o colchão teria que perder parte do seu dedo mindinho para que a calhorda pudesse se fechar.Tive que voltar a porta ao seu sentido original – ela fecha com a esquerda.

Com a porta no lugar tive de arrumar outro canto para a cama, pedi opinião pra minha mãe, ela disse e eu achei de bom grado aceitar a sua sugestão e sair com uma blusa na mochila, pro caso de esfriar né meu filho. Sentei a furadeira na parede. Seis furos! Beleza, Cama armada e tudo mais, me coloquei a limpar a sujeira passei aspirador no chão, passei pano molhado no chão, coloquei o estrado e puta merda, três furos ficaram fora da reta e o estrado não entrou. Vou ter que tirar e furar a parede outra vez. Sujeira. Tirei três furos e percebi que não tinha mais buchas daquele tamanho de parafuso, nisso pensei e resolvi pela gambi, peguei três buchas menores e enrolei fita isolante em volta delas três e martelei pra dentro do túnel sem saída. Deu certo. O estrado se firmou mas estava bamba. Para isso peguei papelão e durex e fiz uns calços em certas partes dele, depois notei que alguns sarrafos estavam sem pregos em algumas partes e fui atrás de encontrar pregos na caixa de ferramenta achei o que eu precisava: os pregos. Preguei tudo o que faltava mas vi que o calço que eu fiz era muito alto fazendo o calço descalçar a parte oposta da grade de madeira, então tive que diminuir o calço e deu certo no final. Finalmente!

Aí me coloquei a limpar a sujeira passei aspirador no chão, passei pano molhado no chão, coloquei o estrado e puta merda, encaixou.

A segunda parte vou dispensar os comentários maiores e mais detalhados mas resumindo ficou assim: achei lugar pra toda tralha empacotei lixo no lixo joguei fora o imprestável me desfiz de coisa fútil abri mão de um belo banho de um almoço e um perfume peguei cabo do trabalho enfiei coisa dentro em mala toquei tudo pro fundão que apareceu estrado abaixo, reabri meu guarda roupa mudei tênis bola luva pra caber mais acessório que ficava quarto a vista agora nada aparente pois bancada já não tenho arranquei-as da parede sem ter dó nem piedade coisa velha que não é minha no meu quarto mais não entra pode vir de pau e pedra espernear chorar gritar mas aqui dentro mudei tudo que queria então mudar só faltou passar reboque nos furos tortos que deixei depois é ir na suvinil comprar galão de azul anil verde Brasil roxo fuzil branco febril ano dois mil mil mil mil mil; vou numa loja de instrumentos comprar coisa pra prender meus instrumentos na parede e deixá-los bem bonitos com a dica da mamãe de intercalá-los lado a lado um pra cima outro pra baixo aproveitando todo espaço que a porta pro outro lado me proporcionou.Yeeeeeaaaahhhh!!!!!!!

 

Essa história é uma história. Escrita, dirigida e protagonizada por mim. Ontem e hoje.

 

PS: Agora eu posso ir dormir bem muito mais tranquilizado depois de ter tudo acabado esperando por um sábado com a namorada lado a lado passar rolo na parede pra pintar bem bonitinho deixando o nosso ninho um belo ninho bem pintado, assim organizado e como tudo planejado vou tirar uma fotô pra pôr no painel de recados pra mostrar para vocês que esse trajeto embolado e fatalmente improvisado foi verdade o tempo todo e agora para minha alegria está finalmente acabado.



Rodolfo Stocco





Agora é pra valer

9 02 2011

Vou escrever pra causar polêmica criei coragem depois que conheci o Slavoj Zizek.

Hoje só o velho não tem mais espaço total, nem só o novo nem o do meio, é cada um por si e por si com todos. E o motivo dessa movimentação é porque mesmo assim com tudo circulando ao redor de tudo a toda hora ainda está tendo gente puxando a raiz do chão e pendurando nas costas como um devoto põe moedas ao pé do seu santo. A custo de quê e a troco de nada? Tudo bem que cada um tem lá o seu valor como todo mundo tem o seu direito maaaas, praqueles que tem a queda pro lado mais forte, vale uma puxadinha para cima do muro, exemplo: na época dos nossos avós o povo brigava nas ruas porque a tarifa do bonde aumentava, eles usavam ternos e barba era coisa de…; na época dos nossos pais a barba virou anarquia, o bonde virou liberdade e a luta seria pelo preço da tarifa de expressão, que a cada dia aumentava mais, chegando a exorbitantes taxas de pena de morte; aí chegou a nossa vez e olha aí a surpresa que veio junto do kinder ovo, estamos crescendo e reprimindo nossos filhos ou irmãos mais novos dizendo que o bom foi a época dos nossos pais e avós: lá era onde as roupas os óculos os xadrezes os cantos os costumes os pensamentos os amores os woodstocks os desvenderem-se eram bons, e ao invés de mantermos a ascensão intelectual natural do ser humano orgulhando nossos antepassados, nós nos coibimos e também a geração Z do seu momento mágico da era dos gigabytes viajantes, a simples troco de dizer que tocar cantar me vestir e falar como meu avô falava é a forma mais coloquial e autêntica de um momento em que os nossos avós viveram o mundo das maneiras e costumes incólumes. Ironicamente ninguém pensa nas maneiras do casamento, na prisão feminina, na prisão preta, nos adultérios passados a vista grossa pelas famílias, ninguém vê a tocaia que se amarra ao pára-choque do fusca com vidro pintado escrito “recém casados”.
O mundo virou de cabeça para baixo, a gente cospe pra cima e o catarro estraga o couro do sapato lustroso modelo 1950.
Não vou citar nomes, mas existe um mais velho cheio de merecido renome que diz que tocar com os amigos do filho e com o próprio filho é muito mais renovador do que ouvir as mesmas velhas opiniões de seus colegas de classe em todos os shows.
E novamente o mundo vira de cabeça para baixo, quem quiser que ande no teto, eu vou plantando bananeira.

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Rodolfo Stocco





9 02 2011

AAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHH





Cigarro, jogo, seda, tiro

2 02 2011

To t t tic tac ta ta tará tatá tri pra prum brem nem mais se sabiam os muito loucos se eram relógios, vinís ou prak trum breeens que os faziam alucinar. Talvez nem fosse mesmo um deles ou até a junção de todo mundo; o certo é que o pocker comia solto, os jogadores todos desconcentrados sobre a mesa não sentados. Estavam sobre a mesa sobre suas cabeças sobre a mesa, quer dizer, de ponta cabeça a cabeça como sendo a bunda sobre a mesa a cabeça, e o resto do corpo todo ficava como se estivessem sentados, naquela posição de sentado, só que de ponta cabeça na mesa. Nas mãos de cada jogador tinham suas cartas suas cartas ninguém trocava, era jogo às cegas, a bebida escorria dos copos normalmente pra baixo, o céu da boca virou língua e os olhos viam o gramado de feutro rente à testa. O jogo prosseguiu noite afora cheio de baralhos bebidas berlindas. Todo mundo conversava fumava e agia como se a festa fosse aquela mesma e regada a pocker prumtact prum tun tc ckhtjs vinís vitrola virolas embira birolas, nada se suspeita no estado alucinante, nem rente à porta sob o arco, de arma na mão, pronto, disposto, decidido a acabar com a farra. Surgem boatos e gritarias na jogatina, a sala é cinzenta pelos cigarros tabacos e charutos, cada um de seu nível socio paramental como se a seda fosse o ouro e o ouro só uma aposta a mais na rodada, roupa engomada de ponta cabeça, isso sim, delírio e desprezo sentados com a cabeça na mesa de mãos dadas nas cartas. Chega então de repente o atirador belisário a dar bica na porta sem perguntar se pode ou não.

- Eu é que sou rico – submerso na ilusão esvaída – ando de pé e olho de cima vocês seus malucos. Eu entro e não pergunto. Tô dentro!

Da mesa ninguém se incomoda ou se mexe a não ser o chefe, o mais novo e não grisalho do grupo, na mais fina seda, polido na grana e na pervercidade.

- Entra no jogo, senta na mesa aposta e pega as cartas!

O rico de outras épocas se senta.

- Baubúrdio, 500 pra entrar.

- fffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffffff

Baubúrdio se senta e no momento que se senta é morto pelo chefe. A troco de nada?

A mesa estava farta quando Baubúrdio se sentou, os olhos de Baubúrdio suspiraram ao inspirar tanta lembrança, a lembrança notata por inimigos de mesa como fácil derrota nas mãos de quem não soube entrar. O relógio tic tc ta prin k tum pá vinís e fumaceira no ar dançando com os sons da vitrola.

- Não se entra em mesa de seda com casaca de couro, a menos que se abaixe a cabeça pra baixo. Se olha no olho de cabeça pra baixo se joga papeia se perde se ganha se entra na mesa onde a fumaça desce pros pés, de maneira que o que se bebe vem de cima, o que se ouve vem do lado, o que se perde é de quem tá em frente. Mesa farta mas mesa na cabeça, tic tac, se eu me levantar o mundo vira, nota moeda grana preta cai pros meus pés, seda é seda de pé feito louco, ou de cabeça pra baixo feito jogo.

Harry Winston





CINCO. A REUNIÃO

14 10 2010

Mon Serrir, serrir, serrir.

09h00 – Todos estão sentados em cadeiras de couro preta de couro mesmo, couro a valer.

09h01- O cabeceira da mesa começa: – “Mooooooooon Serriiiiiiir Eurróódes Escadacimarhhh, convocamos nós da Alemanha a Senhor parra prestarhmos nôssas cumprimentas pela grrande trrabalho em Brrasil com tamanha grrandesa musical. A Senhor tem vontade de exibir uma orquestrrraçoon em nossa País durrante todo o Nataaal?

- Boa tarde senhor, vontade não me sobra quando falamos de trabalho, mas preciso saber o que os senhores estãos dispostos a me oferecer pelo concerto.

 

Papo foi durante três horas e o combinado foi que Sir Maestro Euródes faria o concerto no natal alemão.

A reunião terinou e o Maestro queria voltar para casa, mas lembrou-se que a embaixada recomendou estadia de três meses para Euródes. E o que ele faria nesses três meses era uma dúvida ainda que pra ele também fosse.

 

Sem mais nada pra fazer Euródes dormiu…………………………………………………………








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